Sugestões de leituras
“O Arconte”, de Catherine Fisher (Presença)Já é Alexos, o verdeiro dono, quem se senta no trono do Arconte. Mas, apesar de terem respeitado o desejo do deus, a sacerdotisa Mirany e os seus amigos ainda não conseguiram derrubar o poder do corrupto e ambicioso General Armelin. A única esperança é devolverem a água à cidade. No entanto, há uma longa e perigosa viagem que tem de ser feita para que isso aconteça. “O Arconte” é o segundo volume da trilogia que nasceu com “O Oráculo”. Apesar de todos os julgamentos só poderem ser definitivos com o terceiro livro, Catherine Fisher já conseguiu escrever dois volumes de grande força e dimensão.
Quatro novelas. Os primeiros amores, as primeiras revoltas, as primeiras traições. Na China, o salgueiro-chorão simboliza a morte e o renascimento. Conhecida pelas folhas caídas, a árvore chora e a obra de Shan Sa, autora de “Imperatriz” e de “A Porta da Paz Celeste”, está impregnada de toda essa tristeza. Ao longo dos tempos, o salgueiro acompanha a história das personagens. Vive com elas os dramas e as desilusões. Reage aos destinos. Envelhece. “As Quatro Vidas do Salgueiro” é um livro doce e melancólico de uma das mais importantes escritoras chinesas da actualidade.
“A Tempestade”, de Juan Manuel de Prada (Âmbar)
Um professor de arte chega a Veneza para estudar o quadro “A Tempestade”, de Giorgione. Nessa mesma noite, presencia um assassinato e vê um desconhecido morrer nos seus braços. Interrogado pela polícia, Alexandre vê-se, aos poucos e poucos, envolvido nas investigações para descobrir o assassino. Conhece o director do museu onde o quadro se encontra e apaixona-se pela filha. A sua visão da arte e da vida vai acabar por mudar fruto dessa relação. Prémio Planeta, Juan Manuel Prada traz-nos aqui um livro entretido e muito bem escrito.
Crescer ao som dos Beatles. Esta é a história de Kim Karlsen e de mais três amigos: Gunnar, Ola e Seb. Na Primavera de 1965, sente-se na Noruega a primeira onda da “Beatlemania”. E os quatro não fogem à regra. São grandes fãs e vêem-se às vezes na pele dos elementos da banda. Apesar da presença da música em toda a parte, incluindo o nome dos capítulos, o livro de Lars Saabye Christensen vai mais além. Há mais na vida do que uma sucessão de acordes. E a adolescência vem sempre acompanhada de um mar de problemas e dificuldades, sobretudo para um grupo de miúdos tão ingénuos que nunca traçaram objectivos a longo prazo. Uma boa leitura.

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